segunda-feira, abril 27, 2009

Inimigos de ontem, por interesse político, unem-se e somam forças, para lutar por um objetivo comum.


A expressão assinala aquela situação em que, para surpresa geral, Inimigos de ontem, por interesse político, unem-se e somam forças, para lutar por um objetivo comum. Não se trata, no entanto, de momentos críticos na história de uma comunidade, nos quais a defesa e a sobrevivência da comunidade exigem a união de todos: este é o caso de juntar forças pra derrotar algum adversário em comum.

Rivais históricos não abrem mão de suas diferenças por pequenas causas, esquecem às afrontas passadas e contornam a resistência de seus tradicionais pares a fim de compor uma união. O ato significa que eles foram capazes de vencer, cada um em seu próprio território, fazendo as oposições pessoais, grupais e partidárias para consumar a união.

Não é por pouca coisa que rivais históricos abrem mão de suas diferenças, esquecem os agravos passados e contornam a resistência de seus tradicionais pares a fim de compor uma união.

Quem toma a iniciativa, sempre, é o lado mais forte: aquele que ganhou a eleição, que está no governo, que goza de uma boa avaliação por parte da opinião pública. E o principal acontecimento é o anúncio. Mas antes dele há um sério e cauteloso processo de negociação: a seleção de um intermediário que tenha a confiança dos dois líderes para levar a mensagem com a idéia; uma breve e secreta comunicação entre os dois para que seja dado o sinal verde ao procedimento; a designação de pessoas, que também sejam confiáveis, para se reunirem e acertarem as arestas, elaborando uma espécie de protocolo; a escolha da data, forma, das falas e das medidas que serão adotadas na ocasião em que o anúncio oficial será levado a público.

Comunicada a união, os líderes precisarão investir tempo e capacidade de argumentação para conferir-lhe uma dimensão de nobreza e abnegação. É o momento de fazer vencer a versão oficial, que tem a missão de tornar aceitável à população o extraordinário acerto entre adversários.

A razão mais freqüente para juntarem oponentes é a tentativa de agregação, isto é, de atrair quem até então foi adversário. Trata-se de um dos processos políticos mais utilizados para reforçar a equipe com pessoas qualificadas, que são independentes, adversários ou a estes ligadas. E principalmente para enfraquecer os argumentos contrários. Aumentar o apoio político e a legitimidade da eleição ferrenha.

Políticos desta natureza despertam em geral uma visão fortemente moralista da atividade política. Assistir a uma cena na qual políticos que sempre foram adversários ferrenhos aparecem juntos, alegres e sorridentes, elogiando-se mutuamente, parece-lhe uma prova suprema de hipocrisia, da falta de princípios e dos interesses possivelmente espúrios que os aproximaram.

Por outro lado, surgem também - embora com menor força e abafados pela reação inicial - sentimentos de surpresa, curiosidade, expectativa e até uma simpatia. Existe uma convenção social que aprova gestos que signifiquem fazer as pazes, perdoar ataques até pessoais, em nome de uma causa maior unir-se.

A união foi buscada em prol de um objetivo maior, do interesse da coletividade. Assim, para realizá-la era preciso ter a capacidade de superar hostilidades passadas e olhar para o futuro.

Isto tudo se dá em nome do bem estar da comunidade. A união de adversários se dá em tempos de acirramento político e quase todo o eleitorado assimila o fato pitoresco como uma forma de grandeza!

Em Itaberaí não é diferente de outros lugares, onde os inimigos mais do que adversários fizeram composições, para chegarem ao poder.

Mas é de bom alvitre dizer, que em muitas oportunidades só se serviram as uniões para acertarem as inimizades de anos, pois, mesmo com a descarada união e passando por cima de todos os desgastes e o perdão incondicional de ontem ser adversário e hoje é companheiros derrotados.

É assim a vida política!. Só que por outro lado a união de adversários seria para ganhar as eleições e quando se perde dificilmente tem-se um álibi convincente para a população para novamente buscar o novo adversário, pois, agora vem travestido de traidor.

Bruno Calil Fonseca é vice prefeito de Itaberaí. 2.009/2.012.

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